É difícil tirar da mente o que o Instagram mostra né? Uma vida linda, filhos obedientes, comida balanceada sempre pronta na mesa, academia em dia (“tá pago”), povo que acorda cedo e feliz e “bora pro batidão”, né?
Pois é, minha vida não é nada instagramável (por isso estamos aqui num blog?).
A vida da minha família está de pernas pro ar mais do que nunca, desde que o novo integrante chegou há 4 meses.
Estamos numa nova rotina, com um bebê pequeno e sem ajuda. No atual momento, arrumando uma diarista por dia (que somente limpa a casa e não organiza – ou seja casa limpa, but caos), a comida varia entre macarrão, arroz e fast food (porque simplesmente não há tempo hábil pra fazer nada melhor).
Aqui a gente acorda no tranco (temos ido dormir tarde e eu particularmente, dormido mal com o bebê que acorda muito ainda), tomamos um café da manhã meia boca e em seguida, fazemos as tarefas de casa com os maiores.
O almoço tá variando nesse esquema acima e os maiores estão na escola à tarde (enquanto a mãe dorme, cuida do pequeno, da casa, desse blog…).
O marido trabalha em 3 empregos (ou seja, outro pobre zumbi) e ainda aqui (lava louças, roupas – isso é ser um adulto funcional, minha gente!).
Não fazemos academia fora de casa – nossos exercícios se resumem a estender roupa, limpar casa, correr atrás de menino, etc.. (atividades lúdicas 😂).
As crianças, enciumadas com o pequeno, dão um show a parte. Birras e muito gritos fazem parte dessa rotina (saudável? Kkkk). Se a terapia já não tava em dia, pensa agora?
Se bem que, quando penso que estamos sobrevivendo a tudo isso, e quando escuto da minha filha que “a mamãe é legal porque tudo que ela promete ela cumpre” eu vejo que não tá tão ruim assim.
Vejo que os dias de terapia formaram uma boa base pros dias sem terapia. Vejo que os dias de perrengue tem amor, apesar do caos.
Vejo que eles crescem rápido e que tudo isso vai passar. Vejo que não gastaremos tanto tempo e tanto dinheiro e que provavelmente sentiremos falta deles pequenos. O instagramável aqui é bem real, super blogável.
E aí, na casa de vocês? A vida é instagramável ou blogável? Deixa eu ir que, acreditem ou não, terminei esse texto bem na hora que o bebê acordou de novo…
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Título: A Solidão Invisível: O Maternar nos Primeiros Meses
Nos primeiros meses após dar à luz, a mãe de primeira viagem embarca em uma jornada incrivelmente solitária. Apesar de estar rodeada por fraldas, mamadeiras e canções de ninar, a solidão muitas vezes se instala silenciosamente, como uma sombra que a segue a cada passo.
A mãe, imersa em um turbilhão de emoções, encontra-se lutando para se adaptar ao seu novo papel. As noites sem fim, interrompidas apenas pelo choro persistente do bebê, criam um isolamento que é difícil de entender para quem está do lado de fora. Mesmo cercada de pessoas bem-intencionadas, ela se sente como se estivesse em uma ilha distante, navegando por águas desconhecidas.
As expectativas sociais em torno da maternidade muitas vezes agravam essa sensação de isolamento. A pressão para ser a mãe perfeita, equilibrando o cuidado do bebê com a manutenção da casa e a aparência impecável, adiciona um peso insuportável aos ombros dela. Enquanto o mundo continua girando lá fora, ela se encontra perdida em um mar de preocupações, dúvidas e uma fadiga avassaladora.
A solidão do maternar nos primeiros meses é muitas vezes incompreendida e subestimada. A mãe de primeira viagem se vê enfrentando desafios inesperados, desde a amamentação dolorosa até a incerteza constante sobre se está fazendo as coisas certas para o seu bebê. A falta de sono torna tudo ainda mais difícil, transformando momentos que deveriam ser cheios de alegria em momentos de exaustão profunda.
No entanto, é importante reconhecer e validar esses sentimentos de solidão. Mães de primeira viagem não estão sozinhas nessa jornada. É fundamental buscar apoio, seja através de grupos de apoio locais, amigos e familiares compreensivos ou profissionais de saúde especializados. Compartilhar as preocupações e as alegrias com outras mães que passaram ou estão passando por experiências semelhantes pode trazer conforto e alívio.
À medida que a mãe de primeira viagem atravessa os desafios solitários dos primeiros meses, ela também descobre uma força dentro de si que não sabia que existia. Cada noite sem dormir e cada abraço carinhoso do bebê são testemunhas silenciosas de sua resiliência. Com o tempo, ela aprende a navegar pelas águas turbulentas da maternidade, encontrando apoio e, finalmente, descobrindo que a solidão pode ser superada com amor, paciência e compreensão.
Olá!
Bem-vindo ao nosso blog, um espaço dedicado a mães e pais que buscam orientações sobre o crescimento pessoal, temas infantis e uma variedade de assuntos importantes na jornada da parentalidade. Aqui, exploramos tópicos cruciais como o acesso das crianças às telas, estratégias de educação, cuidados de saúde, atividades lúdicas para desenvolvimento e a importância da leitura na infância. Além disso, compartilhamos nossas opiniões e experiências, criando uma comunidade acolhedora para discutir os desafios e alegrias de criar filhos. Junte-se a nós nessa jornada de aprendizado e crescimento, enquanto exploramos juntos o mundo maravilhoso da maternidade e paternidade.